Auto-estima versus Moda.






Hoje em dia, somos bombardeados por modelos de beleza que são bem diferentes da mulher habitual, afirma o psiquiatra Flávio Salezano, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. Buscar um modelo quase inatingível de beleza pode ser frustante para a maioria das mulheres, mas não é apenas a auto-estima que está prejudicada, a saúde física e mental também correm sérios riscos.

Seria uma ilusão achar que qualquer mulher pode ter um corpo como de uma modelo profissional. Algumas pessoas têm uma predisposição genética para serem esbeltas e têm facilidade para emagrecer, enquanto outras precisam mergulhar em dietas rigorosas
para perder alguns quilinhos.

Foto: Eduardo Muruci.

O fato de algumas Mulheres estar bem-vestida, maquiada, perfumada, arrumada, é um estímulo para o fortalecimento da auto-estima. É como se elas, só se sentissem bem, se seguissem essa seqüência de beleza, e sem os elogios, que é claro, acompanham uma mulher assim, seja ela casada ou solteira, não haveria bem estar.

A Moda é um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social e sociológico.


Foto: Conceição Cardoso.

A Moda é muito mais do que aquilo que vemos nos desfiles. Mesmo apesar da banalidade que possa transparecer, foi ela o fator que mais contribuiu para tirar os homens de um mundo burocrático, abrindo um espaço público maior e mais livre. Vê-se por fim que na história moderna, a moda é um dos assuntos, menos angustiante.

Estamos numa época em que a moda não manda na gente, mas a gente manda na moda. E o que veste essa moda é o nosso corpo - portanto, é ele o ponto fundamental de partida pra decidir como a gente quer usar essa moda, disponível pra gente manipular do jeito que quiser.


Auto-estima Higher; Auto-imagem, Confiança e Segurança.

A gente tem que se curtir, do jeito que a gente é (ou está). O ponto não é procurar o que a gente tem de ruim, mas focar no que a gente tem de lindo. Decida ser linda sendo você mesma.


Chita ou Chitão.


A chita surgiu na Índia, e no Brasil existem amostras dela datadas do ano de 1885, com estampas mais miúdas, que imitavam o antigo estilo inglês Liberty.

A chita é feita sobre uma base de algodão, o morim, e usa estampas florais muito coloridas, em cores chapadas, com predominância de uma em especial. Por ser barata seu uso sempre esteve ligado à população mais simples, em roupas infantis de brincar, trajes de moradores rurais, trajes de festas populares e na decoração de suas casas, em cortinas, toalhas de mesa e roupas de cama. Todas essas aplicações da chita foram tão marcantes, que ela faz parte do patrimônio cultural brasileiro. Quando as inovações tecnológicas na área têxtil despertaram o desejo popular por outros tecidos, a chita perdeu mercado e muitos dos seus fabricantes desistiram dela.

Suas Características:

- Barata;

- Possui padrões muito coloridos;

-A estampa mais usada nesse tipo de tecido é o maxi floral.

Muito utilizado em:

- Vestidos de festa junina;

- Cortinas;

- Toalhas de mesa e piquenique;

- Capa para caderno.


Desfile de moda não serve para nada...




Ontem 15/06/2009 Didier Grumbach, esteve em São Paulo para uma palestra que deu o pontapé inicial à programação da São Paulo Fashion Week.

As grandes revistas vendem seu espaço editorial para as grandes casas de moda. Assim, haverá um momento em que não será mais necessário desfilar, pois todas as considerações serão feitas antes, sob encomenda", afirmou Grumbach.

O francês falou sobre a crise econômica que deve apontar novos caminhos para a moda. Entre eles, o uso da internet, incentivando a venda de roupas onde ela de fato seja possível. "A internet precisará ser usada para divulgar bem as coleções, pois é lá que o público está."

Quando o assunto foi moda brasileireira, Grumbach disse que, no exterior, o país é muito bem visto em "tudo que está vinculado a sol, esporte, praia e Rio de Janeiro". Citou o processamento do jenas e couro, mas passou a bola para o Paulo Borges (diretor do São Paulo Fashion Week - e agora também do Fashion Rio).

Após a palestra, aconteceu o lançamento do livro de Grumbach, "Histórias da Moda". No livro, ele relata o surgimento e evolução desta indústria da moda no século 20, das origens na costura ao crescimento e importância no contexto econômico mundial.


Helmut Newton.





Newton é um dos fotógrafos mais conhecidos mundialmente, principalmente nos seus trabalhos desenvolvidos para a Vogue, com a introdução do erótico e do nú integral.

Em 1936 começou a aprender com a fotógrafa Yva - Else Simon - que acabaria por morrer em Auschwitz.

Em 1940 foi para a Austrália, e lá, serviu por 5 anos no exército - participou inclusive da II Guerra Mundial. Quando terminou o seu tempo no exército, foi para Melbourne e abriu um pequeno estúdio de fotografia. Oito anos depois, casava com a actriz June Brunell que sempre foi uma influência e inspiração na sua carreira.


Em Paris, passou a colaborar para a Vogue francesa - que acabou por mostrar e divulgar as suas fotos de moda mais importantes. A consequência disso fora trabalhos para Elle, Queen, Stern, Playboy e muitas outras. Helmut preferia o exterior para os temas das suas fotografias. Os temas da vida que passavam pelos jornais era uma fonte de inspiração.


Helmut Newton morreu no dia 23 de Janeiro de 2004 num acidente de avião em Los Angeles, mas a sua obra ficará para sempre imortal através da arte que desenvolveu ao longo dos seus 83 anos de vida.


Beijos para todos e um ótimo fds!

Fernanda.

Madame de Pompadour.


“La Marquise De Pompadour”, conhecida por Madame Pompadeur, uma bela, rica, sensual e culta “bourgeoise” parisiense; sedutora e possuidora de um gosto refinado, sua mente criativa tornava sua influência sentida em tudo que tocava, uma mulher encantadora, poderosa e temida, a “Senhora De Versalhes do século XVIII."

Esta magnífica mulher relembrava sua infância simples e alegre no coração de Villeneuve, um distrito super povoado e movimentado da cidade de Paris.

Primeira filha do casal, ela pertencia firmemente, por nascimento, à classe média.

A pequena “reinette”, rainhazinha, como era chamada pelos seus parentes e amigos, fora iniciada nas ciências eróticas, intelectuais, filosóficas, artísticas e literárias aos nove anos de idade.

“Reinette” desenvolveu um duradouro amor pelo teatro aprendendo muitas peças de cor, posteriormente alimentando sua paixão pelo teatro e pelo drama, chegou até mesmo a construir um requintado teatro em “Bellevue”, totalmente decorado com motivos chineses.


Ela mostrou possuir um considerável talento para a pintura e o desenho, e suas aulas incluíam o estudo da gravura.


Ela aprendeu a montar maravilhosamente, a vestir-se com perfeição e trajar-se com desenvoltura.

“Reinette” amava o estilo rococó, mas sempre estava em dia com a última moda e a tendência Neoclássica em todos os seguimentos dos artísticos estava se firmando com formas e motivos com tanta liberdade e calidez de cor que o efeito era de grande romantismo.

Jeanne-Antoinette Poisson jogara habilmente e metodicamente com as oportunidades que o destino lhe oferecera e alcançara a grande ambição de sua vida – conquistar o coração e a mente do rei Luiz XV, o seu “grand amour”, “lê bien-aimé”, tornando-se sua “maîtresse em titre”, amante declarada do rei da França, um dos homens mais poderosos do século XVIII.

O rei Luiz XV aprimorou e desenvolveu sua libido nos braços de madame Pompadeur, onde ele se mostrava apaixonado e fisicamente muito exigente, chegando quase a ponto de ser insaciável.

Na França do século XVIII, o ato sexual era visto quase que exclusivamente como uma gratificação do desejo e o papel da “noblesse”, eram adornar a suntuosidade da corte para promovê-la pelo continente europeu, transformando uma corte criada para o divertimento em uma existência voltada para a busca do prazer desenfreado e do gozo carnal.


Como amante oficial do rei, Madame de Pompadour ditava a moda da época e foi reconhecida mesmo pela rainha, embora os críticos a acusassem de exercer demasiado poder político.


O grande filósofo Voltaire, escrevendo para seu amigo d`Alembert, comentou em suas cartas sobre esta sua admirável grande amiga:

“dans lê fond de son coeur, elle ètait des nôtres”, no fundo do coração, ela era um dos nossos.

Para este filósofo, “ela nasceu sincera e amava o rei por ele mesmo”.


Fica o meu beijo para todos! 

Fernanda