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1 de junho de 2009

Madame de Pompadour.


“La Marquise De Pompadour”, conhecida por Madame Pompadeur, uma bela, rica, sensual e culta “bourgeoise” parisiense; sedutora e possuidora de um gosto refinado, sua mente criativa tornava sua influência sentida em tudo que tocava, uma mulher encantadora, poderosa e temida, a “Senhora De Versalhes do século XVIII."

Esta magnífica mulher relembrava sua infância simples e alegre no coração de Villeneuve, um distrito super povoado e movimentado da cidade de Paris.

Primeira filha do casal, ela pertencia firmemente, por nascimento, à classe média.

A pequena “reinette”, rainhazinha, como era chamada pelos seus parentes e amigos, fora iniciada nas ciências eróticas, intelectuais, filosóficas, artísticas e literárias aos nove anos de idade.

“Reinette” desenvolveu um duradouro amor pelo teatro aprendendo muitas peças de cor, posteriormente alimentando sua paixão pelo teatro e pelo drama, chegou até mesmo a construir um requintado teatro em “Bellevue”, totalmente decorado com motivos chineses.


Ela mostrou possuir um considerável talento para a pintura e o desenho, e suas aulas incluíam o estudo da gravura.


Ela aprendeu a montar maravilhosamente, a vestir-se com perfeição e trajar-se com desenvoltura.

“Reinette” amava o estilo rococó, mas sempre estava em dia com a última moda e a tendência Neoclássica em todos os seguimentos dos artísticos estava se firmando com formas e motivos com tanta liberdade e calidez de cor que o efeito era de grande romantismo.

Jeanne-Antoinette Poisson jogara habilmente e metodicamente com as oportunidades que o destino lhe oferecera e alcançara a grande ambição de sua vida – conquistar o coração e a mente do rei Luiz XV, o seu “grand amour”, “lê bien-aimé”, tornando-se sua “maîtresse em titre”, amante declarada do rei da França, um dos homens mais poderosos do século XVIII.

O rei Luiz XV aprimorou e desenvolveu sua libido nos braços de madame Pompadeur, onde ele se mostrava apaixonado e fisicamente muito exigente, chegando quase a ponto de ser insaciável.

Na França do século XVIII, o ato sexual era visto quase que exclusivamente como uma gratificação do desejo e o papel da “noblesse”, eram adornar a suntuosidade da corte para promovê-la pelo continente europeu, transformando uma corte criada para o divertimento em uma existência voltada para a busca do prazer desenfreado e do gozo carnal.


Como amante oficial do rei, Madame de Pompadour ditava a moda da época e foi reconhecida mesmo pela rainha, embora os críticos a acusassem de exercer demasiado poder político.


O grande filósofo Voltaire, escrevendo para seu amigo d`Alembert, comentou em suas cartas sobre esta sua admirável grande amiga:

“dans lê fond de son coeur, elle ètait des nôtres”, no fundo do coração, ela era um dos nossos.

Para este filósofo, “ela nasceu sincera e amava o rei por ele mesmo”.


Fica o meu beijo para todos! 

Fernanda